sexta-feira, 26 de março de 2010

Com Amor


Com Amor


“E sobre tudo isto, revesti-vos de caridade, que é o vinculo da perfeição.”
(Colossenses 3,14)




“Quantas vezes em meio ao desespero esquecemos que temos um ser divino em que podemos contar a qualquer hora.”


Todo discípulo do evangelho precisará coragem para atacar os serviços da redenção de si mesmo.


Nenhum dispensará as armaduras da fé, a fim de manchar com desassombro sob tempestades.


O caminho de resgate e elevação permanece cheio de espinhos.


O trabalho constituir-se-á de lutas, de sofrimentos, de sacrifícios, de suor, de testemunhos.


Toda preparação é necessária, no capitulo da resistência; entretanto, sobre o tudo isto é indispensável revestir-se nossa alma de caridade, que é o amor sublime.


A nobreza de caráter, a confiança, a benevolência, a fé, a ciência, a penetração, os dons e as possibilidades são fios preciosos, mas o amor é o tear divino que os entrelaçará, tecendo a túnica da perfeição espiritual.


A disciplina e a educação, a escola e a cultura, o esforço e a obra, são flores e frutos nas arvores da vida, todavia, o amor é a raiz eterna.

Mas, como amaremos no serviço diário?


Renovemo-nos no espírito do Senhor e compreendamos os nossos semelhantes.


Auxiliemos em silêncio, entendendo a situação de cada um, temperando a bondade com a energia, e a fraternidade com justiça.


Ouçamos a sugestão do amor, a cada passo, na senda evolutiva.
Quem ama, compreende; e quem compreende, trabalha pelo mundo melhor.
“Assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros.”
XAVIER, Francisco Cândido. Vinha de Luz. 21. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2004,cap. 5, p. 21-22.

A Beneficência

A Beneficência


“Todos vós, que podeis produzir, dai; dai o vosso gênio, dai as vossas inspirações, dai o vosso coração, que Deus vos abençoará”. Poetas, literatos, que só pela gente mundana sois lidos!… satisfazei-lhe aos lazeres, mas consagrai o produto de algumas de vossas obras a socorros aos desgraçados. Pintores, escultores, artistas de todos os gêneros!… venha também a vossa inteligência em auxílio dos vossos irmãos; não será por isso menor a vossa glória e alguns sofrimentos haverá de menos.


Todos vós podeis dar. Qualquer coisa que seja a classe a que pertençais, de alguma coisa dispondes que podeis dividir. Seja o que for que Deus vos haja outorgado uma parte do que ele vos deu deveis àquele que carece do necessário, porquanto, eu seu lugar, muito gostaríeis que outro dividisse convosco. Os vossos tesouros da Terra serão um pouco menores; contudo, os vossos tesouros do céu ficarão acrescidos. “Lá colhereis pelo cêntuplo o que houverdes semeado em benefícios neste mundo”.


João (Bordéus, 1861)


Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo XIII – Não Saiba a Vossa Mão Esquerda o Que Dê a Vossa Mão Direita, item 16. 125ª Edição. Editora FEB, Rio de Janeiro, 2006.

A Grande Pergunta

A Grande Pergunta


E por que me chamais Senhor,
Senhor, e não fazeis o que eu digo?
- Jesus. (LUCAS, 6:46)

Em lamentável indiferença, muitas pessoas esperam pela morte do corpo, a fim de ouvirem as sublimes palavras do Cristo.

Não se compreende, porém, o motivo de semelhante propósito. O Mestre permanece vivo em seu Evangelho de Amor e Luz.


É desnecessário aguardar ocasiões solenes para que lhe ouçamos os ensinamentos sublimes e claros.


Muitos aprendizes aproximam-se do trabalho santo, mas desejam revelações diretas. Teriam mais fé, asseguram displicentes, se ouvissem o Senhor, de modo pessoal, em suas manifestações divinas. Acreditam-se merecedores de dádivas celestes e acabam considerando que o serviço do Evangelho é grande em demasia para o esforço humano e põem-se à espera de milagres imprevistos, sem perceberem que a preguiça sutilmente se lhes mistura à vaidade, anulando-lhes as forças.


Tais companheiros não sabem ouvir o Mestre Divino em seu verbo imortal. Ignoram que o serviço deles é aquele a que foram chamados, por mais humildes lhes pareçam as atividades a que se ajustam.


Na qualidade de político ou de varredor, num palácio ou numa choupana, o homem da Terra pode fazer o que lhe ensinou Jesus.


É por isso que a oportuna pergunta do Senhor deveria gravar-se de maneira indelével em todos os templos, para que os discípulos, em lhe pronunciando o nome, nunca se esqueçam de atender, sinceramente, às recomendações do seu verbo sublime.