terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

A Busca do Sagrado

A Busca do Sagrado


A vida humana se caracteriza por perguntas relacionadas ao conhecimento, ao prazer, ao sentido da vida. É neste intercambio de buscas e satisfações que o ser humano vai construindo sua historia pessoal tecida em três dimensões: biológicas, psicoafetiva, espiritual.


Quem já não se perguntou: Para que nasci? Para que gasto a minha vida? Por que sinto necessidade de amar a de ser amado? Por que as pessoas têm fé? Por que e para que existe Deus? O que vai acontecer comigo após a morte?


Estas e outras centenas de perguntas povoam e recheia as nossas cabeças e nos atormentam.


Parece que o homem se apresenta com uma tríplice “fome”: fome de tudo aquilo que se relaciona com a sua realidade, tudo que lhe dar prazer; fome de tudo aquilo que se relaciona com a afetividade, o amor, a valorização pessoal; fome de tudo aquilo que está relacionado com o sagrado, o sentimento religioso, Deus, os mistérios da vida e do além. Estas “fomes e sedes” precisam ser saciadas para realizar o equilíbrio humano.

O sentimento religioso

A questão de busca do sagrado ou simplesmente falando, a busca de Deus, é algo inerente da natureza humana. O sentimento religioso, a inquietude do coração humano foi que gerou, através dos tempos, as diferentes religiões. A tendência para deus é um fenômeno universal, misterioso e incontestável. Segundo Santo Agostinho, a raiz da fé, da religiosidade está na abertura do homem para o infinito, o eterno, o permanente.


Cada pessoa procura alimentar-se segundo as sua necessidades e preferências, mas precisa se alimentar, pois alimento é vida.


O sentimento é a mais complexa inclinação que se pode descobrir no fundo do coração do homem; em torno desta tendência fundamental agrupam-se todas as espécies de aspirações, entusiasmos, curiosidades sobre a vida, sobre o universo, sobre o além.

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